14/10/2007

Para ti, desde sempre,


Escrevo-te de uma secretária que não conheces, ainda. E digo ainda porque espero que venhas a conhecer todos os lugares da minha vida, e todas estas secretárias à frente das quais me sento para te escrever, ou para simplesmente escrever, ou para simplesmente coexistir sentada com a tua memória, com o teu retrato e a falta que hoje e sempre me fizeste.

Tu entendes. A vida é feita destas coisas pequenas e é a elas que me agarro quando sou pequena demais para todas as outras. E as minhas pequenas grandes coisas não são mais do que secretárias decoradas de um vazio figurativo. Não são hoje mais que as canções de sempre, aquelas que me trespassam porque me falam de ti; não são mais que ameaças de chuva, do que gatos pardos a olharem siderados para nós nas tantas viagens que nos habituámos a fazer sozinhos pelas ruas de Coimbra. Estas são as minhas pequenas coisas. As outras, as grandes, as coisas gigantes... essas são para depois. Para quando, passo ante passo, algo sugira que, na distância e nos tropeções, não existe nunca uma meta única. Nunca um desígnio que despeça todas as outras tantas hipóteses de recomeçar outra vez. E é assim que quero viver contigo: sem que nunca uma decisão seja uma sentença de morte para nenhum de nós, sem que nunca, por causa desta vontade de sermos maiores do que as expectativas nos esqueçamos de ser pequenos, sem que nunca paremos de amar as crianças de costas voltadas que fomos.
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E esta é talvez a nossa melhor canção de sempre...

8 comentários:

Anónimo disse...

pela primeira vez, nao sei que musica referir, que musica lembrar por associação a uma frase de alguem, dita, escrita, pensada. esse alguem pode ser sempre alguem(que fixe, um pleonasmo lol): um estranho, um familiar, um amigo, tu, eu, alguem...("...de novo!" como a musica do jorge palma).
quase todas as situações lembram-me uma musica.(aconteceu no final do paragrafo anterior nao foi?)E se calhar isso até me dá algum encanto, mas nao é por isso de certeza que faço isto. Canto mal comó caraças, lol, ms canto ca dentro imensas musicas, todos os dias.

Mas o que escreveste agora não me ocorre nada em especial. precisamente, porque o que escreveste, foi muito especial.Ninguem o inventou. so Tu.Criaste-a, a nossa musica. nao sei bem como é, que acordes exige. mas aposto convictamente que envolve todos os olhares, todos os beijos, todos os abraços, todos os contactos que fazemos solenemente, de olhos fechados, abertos no Sonho, que é a Realidade do Amor que despertas em mim e eu em Ti.


Um sonho por ser tao inverosimil. mas sabes...somos uns sortudos:existe um "nós",forte, muito forte.Existe Realidade.


e pronto já não sei mais que dizer...viste o jeito que tenho para arranjar grandes textos para dizer que não me ocorre nada de jeito para te comentar, coisa que sempre quis fazer decentemente, mas parece que não é desta?lol



é vdd finalmente os bloggers k aki passam podem ler algo da pessoa de quem a bia fala às vezes - "Ele".


enfim....


é melhor ir pá cama ja nao digo coisa com coisa, acho eu.


e Bea....


tenho saudades tuas. Beijos enormes, gigantes colossais (beeem nao tarda estou a dizer "super hiper mega ultra rifixe"...raios, ja disse)


boa semana. Adorei o post, a serio;)
escreves tao bem meu Amor!!!!:)

Bento Abreu disse...

Sem dúvida, uma bela canção.
E um belo post :D

Bjo

tgv disse...

gostei muito do texto, do comentário...

tv

Vanessa disse...

Que coisa mais linda!!!!! LINDA! LINDA! LINDA! :)

joaninha disse...

(permite-me a invasão)
Está mesmo um texto lindo. Se a tua escrita já é bonita um comentário assim vem completar na perfeição. Sejam felizes estimados desconhecidos. ;)

Filipa disse...

Primavera, Verão, Outono, Inverno e...Primavera...
Assim é a vida...Acho que Lavoisier não podia estar mais certo quando disse que nada morre, tudo se transforma...Assim é o amor...Nada se perde...Apenas ocorrem naturais metamorfoses.

beijinho grande

Mateso disse...

Chiuuuu!
É só para eles e deles.
Adeus...
Um bj.

Izabel disse...

A Bea que um dia ainda hey de conhecer... linda!

Lindas as tuas palavras! Sempre