17/02/2010

Cartas de Lisboa X


Às vezes damo-nos conta que as circunstâncias nos dão sinal de que chegámos novamente ao ponto de ruptura. A partir daqui, não seremos nunca mais felizes para sempre, não seremos mais razoáveis, não seremos mais pacientes. Lemos nas entre-linhas, nos filmes a preto e branco e nas conversas de café, frases que deambulam de boca em boca e falam do fatalismo a que não nos conseguimos habituar. Por mais que tente e me mostre calma, não há serão nem copo de vinho que tornem a ideia mais doce. Prometi a mim própria que iria para longe por querer, mais que tudo, ficar. Mas apesar de tudo, tenho medo de ficar por ti. Viver desligada, nunca foi real para mim. E tu sabe-lo. E mesmo assim eu finjo. Temos passado a vida inteira a fugir, a tomar decisões que nos empurram em direcções opostas. Eu amo-te. Com todo o lixo emocional e logistico que isso implica. E estas nunca deixaram de ser cartas de amor. Por mais longe ou por mais perto que estejas.

2 comentários:

P disse...

Também amo e também sei o quanto isso, às vezes, pode custar.

Gosto muito de cá vir, gosto de ler o que escreves :)

j... disse...

"Prometi a mim própria que iria para longe por querer, mais que tudo, ficar."


como te compreendo :|

lembra-me certo trocadilho do mebs..

amor que se consuma
some
amor que se consome..


pois, isso mesmo.

gostei de te ler, voltarei.