«E ele me conhece o suficiente para saber que eu poderia até receber um estranho, mas nunca abriria a porta para alguém que de fato quisesse entrar.» CHICO
10/11/2011
Cartas de Coimbra XLIX
15/10/2011
Cartas de Lisboa XIV
01/10/2011
Cartas de Lisboa XIII

jour de pluie. by ~moumine
As coisas ficam estranhas quando no balanço do teu regresso a casa (?) o teu coração parou, tornaste-te uma jornalista nas horas vagas, os teus amigos viraram-te as costas por seres empática demais e as tuas redes sociais estão em francês. Estás outra vez de partida, tens francamente demasiados projectos que não partilhas com ninguém e há mais estrangeiros que te abraçam na rua do que as boas memórias que te ficaram de Portugal.
As coisas ficam estranhas quando, no balanço de um regresso ao passado, os problemas repetem-se, tu ficas doente e a vida parece feita de últimos fôlegos que não queres perder – porque parar é morrer e tudo o resto na tua vida há muito que não respira.
Sabes que as coisas se tornaram estranhas quando os homens da tua vida te usaram e que tu os usaste e que não és capaz de acreditar em coisa nenhuma porque o homem que tu querias é feito de horizontes fechados, gosta de meninas magrinhas e tontas, e tudo isto se tornou num lugar-comum, como quando ambos tinhamos 15 anos. E tu tens a certeza que és no mínimo um 8 na cama.
Sabes, enfim, que não há milagres. És mais bonita nas vidas temporárias dos outros, do que alguma vez serás aos olhos do teu melhor amigo. Levantas-te todos os dias decidida a criar um fosso entre ti e o mundo, para que possas finalmente acordar sem nada a perder. Os sonhos já não são sonhos, mas caprichos, porque cresceste com moderação e hoje tens o que nunca foi teu por direito. Criaste a ilusão que caminhas sobre nuvens, não há fronteiras para os sorrisos e que há mais bondade e amor na distância entre ti e os homens do que alguma vez haverá entre ti e a Medicina. Ainda assim, queres fazê-lo à tua maneira porque de outra maneira o mundo não é mundo e o mundo não vale a pena. Repetes, no desespero da auto-manipulação, que riste já demasiadas vezes para que o chorar do resto da tua vida seja um problema.
23/09/2011
Cartas de Coimbra XLVIII, o regresso
14/08/2011
10/08/2011
Cartas de Lisboa XII
27/07/2011
Cartas de Lille XXIV
Vi as pessoas menos prováveis chegarem à minha vida. Troquei todas as formas de Adeus com os homens que serão sempre, por definição, os homens da minha vida. A França explicou-me, em palavras caras, a ironia dos viajantes: como te deitas nos braços de alguém que não verás nunca mais. Fez-me sentar infinitas vezes à borda de tantas camas e à margem de tantos rios. Fez-me amar porque chovia e ser incompreensivelmente feliz porque fazia sol, contra todas as previsões. Dei-me conta do quanto adoro o cheiro das igrejas, o arrepio de entrar na penumbra e no frio dos lugares que aprendi a temer.
Acima de tudo, encontrei-me em bocadinhos dispersos. Em salas de pintura Impressionista, em corredores de aeroportos, em copos de vinho tinto. Sorri a todos os estranhos de mapa na mão e lembrei-me de nós dois. Sinto ainda o remorso de amar-te e não estar pronta para concretizar em ti, seja o que for.
O sino da Catedral treme-me nas mãos, no escorregar duma primeira e última cerveja. Eu sonhei com esta vida e sinto-a desvanecer-se ao mesmo tempo que a materializo em palavras. Só espero que um dia acredites que tudo o que se passou aqui foi muito maior que mim própria.
17/07/2011
Cartas de Lille XXIII
E no entanto, 11 meses se passaram, sob chuva constante, no passo lento de todos os meus regressos a casa, na implacável busca de um referencial para quem, não importa a que horas, pudesse voltar. Enterrei, uma por uma, todas as histórias. Reli pela última vez os primeiros emails, guardei para sempre todas as lembranças numa caixa de cartão, desfiz-me do que pudesse manter viva toda a espécie de rancor ou esperança.
Só não sei o que fazer contigo.
07/06/2011
Cartas de Lille XXII

26/05/2011
Cartas de Lille XXI
So I'm waiting for this test to end So these lighter days can soon begin I'll be alone but maybe more carefree Like a kite that floats so effortlessly I was afraid to be alone Now I'm scared thats how I'd like to be All these faces none the same How can there be so many personalities So many lifeless empty hands So many hearts in great demand And now my sorrow seems so far away Until I'm taken by these bolts of pain But I turn them off and tuck them away 'till these rainy days that make them stay And then I'll cry so hard to these sad songs And the words still ring, once here now gone And they echo through my head everyday And I dont think they'll ever go away Just like thinking of your childhood home But we cant go back we're on our own Oh, But i'm about to give this one more shot And find it in myself I'll find it in myself