Tens-me como um mundo onde a felicidade não tem contornos, uma quinta dimensão em alternativa a tudo o resto. Qualquer coisa certa na tua vida. Demasiado certa. Mas depois preciso que me deixes entrar no Teu Mundo e quando o fazes, Ele engole-me e tu não reparas em quase nada. Com honestidade, meu amor, e sem paz podre, deixa-me que te corrija: para ti não sou Beatriz, sou a tua namorada. Para ti, espero se entender esperar, mas não te habitues. Para ti, amor, eu vou tendo limites e depois disto, esforça-te mais porque as minhas alternativas hoje são muitas. Para ti, amor, tenho muito mau feitio e estou bem assim.
Tudo isto para te dizer que podiámos ser tudo, mas primeiro teríamos de falar. Tudo isto para te pedir que espalhes ao vento que me amas. Que respires o meu nome. Que me digas se algum dia vais conseguir tornar tudo isto qualquer coisa que não uma paixão de fim de semana. Se algum dia me vais dar uma flor que seja. Escrever um poema sem rima, o desespero de um acto romântico; a falácia que é jurar a eternidade de coisa nenhuma, só para que a nossa vida não se esgote de magia – da verdadeira magia, daquela que ninguém domina.
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