07/05/2008

Cartas de Coimbra IX



Meu amor, esta é a vida que trouxe ao colo durante todos estes anos e que hoje é a própria Coimbra a quem todos nós nos rendemos. A intensidade da revolta, a intensidade das canções, a intensidade da sobrevivência. O que entendo hoje sobre o valor de ser estudante nesta cidade é muito mais do que palavras – na maior parte das vezes, canções. Não acredito que em parte alguma exista tamanho sentimento como o que envolve estas capas e batinas, este orgulho tão devidamente arrogante, esta nostalgia, esta paixão tão sujeita ao vagar dos dias, um Mondego assim, a eternidade das baladas e dos afectos, a intemporalidade das músicas de intervenção, o rigor e a tradição de mãos dadas. Um sofrimento assim que se adia com goles de traçadinho e de amizade.
E sabes, meu amor, tu estás nos interstícios desta vida, nos acordes de cada guitarra. Estás nos rostos de todos os homens que nos saudam na mansidão das madrugadas. Estás no calor aconchegante de uma capa traçada no regresso a casa. Estás nas vozes de fundo quando Coimbra inteira lança as capas ao ar e sonha em conjunto. Estás, acima de tudo, no entendimento que tenho hoje das coisas e da complexidade das coisas, tornando-se tudo, a pouco e pouco, cada vez mais simples. Porque tudo, meu amor, tudo passa, e estes dias passam por nós como que a juventude a revestir-nos a pele e a tornar-se memória. E sem darmos conta, a vida aconteceu-nos, quase por acaso...


14/04/2008

Cartas de Coimbra VIII


Foda-se. Voltamos à estaca zero. À corrida indeterminada para uma latitude que apenas me espera a horas certas, mas que não me deseja de improviso. Não vou ser tua por meia hora, amor. Não me vou deitar contigo como quem pica o ponto e depois vai embora pela porta das traseiras. Não vou ser infeliz de novo para que tu não tenhas preocupações e estejas bem contigo e com o teu ego. Desculpa-me amor, mas se tiver que ser, voltamos à estaca zero e eu não vou ser tua por meia hora. Sobrevivi a uma, sobrevivo a duas, mas não vai haver terceira. Há desejos que não valem mesmo a pena. E, vendo bem, há amores que não duram para sempre, e que não perdoam tudo. Que se foda tudo o que disse. Homens, não há assim tantos, mas antes sozinha do que apenas oficiosamente sozinha. Amo-te como ainda não tivemos coragem de dizer um ao outro. E estas cartas que me sirvam ao menos para isso. Para te lembrar que as coisas não começaram entre os teus lençóis de flanela. Para te lembrar que, tarde ou cedo, um de nós se magoa e vamos precisar de falar – e, desculpa-me, mas depois de tudo, antes tu que eu.
A história das nossas vidas. A música a ecoar-me aos ouvidos enquanto atravesso Coimbra. As árvores, a chuva torrencial, as sensações, os cafés a fumegar das mãos dos amigos de ocasião. Talvez, afinal de contas, apenas a história da minha vida, sem ti. E não, amor, não voltámos à estaca zero. Por mais medo que me tenha dado quando me atiraste isso a cara. Hoje vou ser eu que me vou fartar e levo já o discurso ensaiado – como levo sempre, mas esqueço sempre. O amor é para os parvos e a mim falta-me apenas descobrir se sou parva que chegue para resistir-te. Se te perguntarem por mim, diz que voei – foi esta a ideia desde o início. Estares comigo, sem que ninguém notasse. Sem que eu notasse. Apenas as tuas mãos e a tua boca, mas não a tua voz, a tua presença concentrada no que eu realmente precisei.
O bom de te contar isto é que não precisei de chorar.

05/04/2008

(In)Decisão

Elisa, por Pascal Renoux


Se eu pudesse abrir os olhos, veria que não fomos feitos um para o outro. Veria que dificilmente haverá alguém que me sirva tão perfeitamente como tu me serves. Veria que agora é tarde ou cedo para sermos felizes para sempre e se não for assim, desculpa meu amor, mas então não fomos feitos para estarmos juntos. Desculpa me amor, mas se decidires por mim, não decidas pelo que fomos. Decide se ainda é justo tudo isto, decide se ainda é justo pedires-me o tempo de uma vida inteira, mas não o decidas pelo que fomos. Sabes que estarás sempre nas entre-linhas do meu dia e da minha noite também, mas hoje sou mais feliz sem que estejas aqui ao meu lado.

Se eu pudesse abrir os olhos, veria o homem imperfeito que te tornaste e talvez por isso te amasse mais ainda. Veria que já não seguimos de mãos dadas à procura de um mesmo enquadramento. Já não estamos convictos que as direcções erradas nos hão-de levar ao mesmo destino, escolhido e desenhado por nós. Agora, mesmo de olhos fechados, eu sei que voltámos ao ponto de partida: à música a segredar-nos ao ouvido a história de amor que não tivemos, à música a embalar esta forma de estar que não quisemos. Meu amor, se eu pudesse abrir os olhos, amar-te-ia um bocadinho menos e assim tudo seria bem mais fácil para os dois. Apagaria o teu número de telefone, esqueceria os detalhes que nos juntaram, daria menos importância aos acasos que te afastaram. Meu amor, se eu conseguisse ao menos abrir os olhos!

Hoje eu sei que já decidiste. Como decidiste da primeira vez. Pelo meu bem, sem que eu te pedisse coisa alguma. Hoje sei que já decidiste, e sei que eu decidi também. Eu decidi adiar o tempo. Decidi matar memórias, decidi que não ia chorar quando me olhasses nos olhos e me dissesses que é melhor assim. Hoje eu decidi que não vou voltar nunca mais a esta cidade onde te perdi, onde desapareceste sem que eu desse conta. Decidi que seria feliz sem ti. E que lamentaria todos os dias que assim fosse.

17/03/2008

Cartas de Coimbra VII


por Marzena Gregier


Um mundo a meio. Uma meia laranja sem brinde, um meio ano por perfazer um sonho onde estou só por metade. Eis que foi assim que voltei a Lisboa. Que foi assim que voltei à contagem crescente dos anos que teremos de esperar para tentarmos de novo. Para tentarmos de novo ser felizes, e não apenas felizes por metade. Tão simples quanto isso. Tão banal. A muralha de Lisboa que me fez sombra tantas vezes... O recorte do castelo, a minha eterna varanda para uma lua cheia que não vejo desde há tanto tempo. O Tejo, as festas, as ruas, o Fado, os amigos. O tempo. Tão absurdamente banal quanto o tempo e todos essas recordações indevidas para quem foi viver para longe. E hoje eu digo, de costas para o Mondego, que não quero voltar a Lisboa. Que, mal por mal, que me esqueça dela. Que me esqueça do bairrismo, da tempestade de gente a viver Lisboa todos os dias em hora de ponta; que me esqueça que todos os caminhos vão dar ao prenúncio de uma ausência. Que todos os caminhos já são saudade ainda antes de os completarmos. E hoje eu digo, bem de frente para a fachada da velha faculdade, que não deveria ter sido assim; mas, não havendo escolha, que o resto se faça a correr. Que os amores ganhem vida depressa, que eu me canse deles, que eles passem por nós como se nunca tivessem acontecido. E hoje, apesar de dizer tudo isto, volto a Lisboa. Volto ao largo Camões, à primeira manifestação que partilhei contigo; volto ao Carmo, volto aos miradouros a quem escrevi tantas cartas de indecisão, volto aos promontórios de escadas, às nossas inesquecíveis tardes de chuva. Volto ao Chiado, volto aos jardins onde escondemos tantos segredos, volto aos museus, aos autocarros que nunca tiveram destino. Volto às castanhas quentinhas, ao mar de gente que fala e sente coisas que eu não entendo. Volto à minha infância, aos velhos rostos que se perderam com a prepotência dos acasos.

06/03/2008

Cartas de Coimbra VI

por Inês Sacadura

Há filmes que te fazem rever por dentro e por fora. De vários ângulos, um por um, todos em simultâneo, num rastreio interminável que julgas vir um dia a culminar numa visão mais sensata da realidade que és. Mas nunca vai ser assim. E tu me dirás que não e sacudirás a cabeça como se desaprovasses tudo no que me tornei hoje.

Foi na paragem de autocarro que ele me disse. Disse-me que me levava a casa. Que me levava a casa porque tu nunca o perdoarias se alguma coisa me acontecesse. E isso fez click na minha cabeça, sabes? Não te sei dizer de que forma. Mas o que eu mais queria naquele instante era tão somente que ele não tivesse dito aquilo. E que não se tivesse rido depois, e que não me tivesse visto chorar, e que não me tivesse levado a casa como prometeu. E que a minha história fosse outra, outra qualquer sem margens de engano, sem que eu pudesse duvidar da autenticidade das coisas.

E a minha verdade não pode realmente ser apenas mais uma. A saudade que ainda sobra dos dias porque não me encaixo neste paralelo como me encaixava em ti. A demora das coisas em acontecerem e todos os dias o teu nome soar com menos raiva, com mais distância. A confiança que não tenho ainda para dar a ninguém mas que, por evazivas, vou-lhe dando, tão cega e tão desperta quanto só tu me sabes ser. Um duplo nó na garganta a endurecer em dias
em que te escrevo porque não tenho escolha.

E há filmes que te fazem rever por dentro e por fora. Sem que isso mude coisa alguma.
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O filme... Awake. Mas só para alguns de entre nós.

07/02/2008

Cartas de Coimbra V


E trocadas as voltas, sou muito mais pequena do que supus. Somos todos. Jamais da integridade que acreditámos ser, jamais da coragem que pensámos ter. E trocadas as voltas, cada vez que te sujeitas a voar, cada vez que sonhas, cada vez que te vês lá no alto onde não estás, o mundo tropeça-te nos pés e mais pequena te tornas. E mais ninguém ter tornas. E menos sabes, e menos entendes, e mais medo somas, e mais consciência tens do que perdeste com o tempo que consumiste a sonhar. E mais pequena és.

E trocadas as voltas, as aparências iludem. E tu iludes-te com o reflexo espelhado que tens de uma estranha história a minguar-te nas mãos. Lá no fundo tu só querias ter visto o nascer do sol com ele ao teu lado. Tu só querias ter fugido com ele para um fim do mundo onde ninguém vos pudesse encontrar. Tu só querias ter recebido flores, ao menos no teu dia de anos. Que te tivessem feito uma surpresa que fosse, e percebido que precisavas deles. Que precisavas de ti e que não te tinhas. Tu só querias ter sido outra a quem as coisas não pesassem tanto. Outra que ele não tivesse tido de deixar e que hoje ainda iria acordar a meio da noite e aperta-lo contra si. Outra. Tu só querias que as tuas mãos não gelassem cada vez que, para não chorares, tivesses de escrever. Que para conservares o ritmo te adiasses por tempo indeterminado. Lá no fundo, tu só querias ter sido feliz. Tu só querias ter sido feliz à tua maneira resguardada de esperares por um rasgo de sorte para embarcares na vida. Mas o teu rasgo de sorte não veio ainda e tu sentas-te de pernas cruzadas à espera do destino. Consta que ele há-de chegar quando menos esperares e que aí talvez te conformes e sejas feliz assim.

28/01/2008

Cartas de Coimbra IV

by Steffen Ebert


Depois da noite de ontem eu soube que o que se esgota por falta de vontade não se repõe nunca mais. Ou assim deve ser. A cerveja há de nos servir de alento nas noites mais frias, Coimbra terá pretensões de substituir o que não tem volta e nós dois seremos exactamente aquilo que nos tornámos, contra todas as formas que tens de te resguardares do que queres tentar e pensas que não deves. Sabes bem que foste feito para isto. Que o chão que pisas não é mais o chão que queres pisar. E quem se farta por fartar e quem se farta porque querer conhecer pessoas novas não merece nada mais, disseram-me, e isso eu não te perdouo, por que não o confessas e me mentes como, agora eu sei, sempre mentiste.

No destrocar dos pares, esta noite não fui tua, mas apenas minha – I didn’t lose my mind, It was mine to give away , tal como nos dizia a música. Esta noite brindei ao que sempre te disse, que um dia me deixarias, que partirias por estar cansado de mim e dos meus silêncios. Mas depois estou sóbria de novo e lembro-me que eram os teus silêncios, e não os meus, e que eram as tuas distancias, e não as minhas, que nos matavam todos os dias. Não era a minha insegurança, era a segurança que não tinhas para me dar, apesar de todas essas palavras esgotadas que disseste enfim, quando já não havia mais nada a fazer por nós. E eu, meu amor, eu sempre soube que seria bem mais fácil para mim assim. Mas quem corre por gosto não deveria cansar e aceitei-te tudo porque o amor é para os parvos – e eu não fui nada mais que uma parva.
Pelo menos agora o destino segue o rumo que se ocasionou que seguisse, sem já quase nada que me prenda aos dias que deixei para trás, onde ficaram os primeiros grandes amores da nossa vida fácil. Agora preciso de um primeiro amor difícil. Um daqueles, moderado o bastante para entender com que linhas se cose uma relação – preparado para que nem tudo se faça dos jardins, e das noites e tardes imensas daquele mês de setembro, para que nem tudo sejam manhãs intermináveis do amor de lençóis que construímos, do amor de Verão que não quisemos.

22/01/2008

"my own springtime"

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Olá a todos. Estive ausente e no entanto sempre aqui. Estive ausente e no entanto com as mãos sobre a teclas e a necessidade sobre as palavras. Estive ausente e sempre soube que um dia acabaria por voltar. Triste, claro está, mas sim, eu um dia acabaria por voltar. Depois de arrumar a minha vida, de encaixotar metade do passado, de arrefecer os ódios – e as paixões interditas também.
Desde então que aprendo todos os dias como se vive sozinha. Aprendo como se perde. Como se perde o melhor que se tinha e como se recomeça aparentemente com quase nada. E os recomeços não são fáceis, concordarão comigo. Os recomeços precisam que acertes o compasso com as novas pessoas com quem vais ter de viver de agora em diante. Os recomeços precisam que fiques feliz com as conquistas pequenas, com os gestos miúdos, com a presença mesmo que calada dos amigos que te sobram e dos que, aos poucos, vão confiando em ti.
No fim de tudo, sabes enfim que estiveste este tempo todo sozinha. E que não vais querer voltar a casa nunca mais, porque Lisboa, ou esse sítio de onde vieste, se revestiu de tristeza com tudo o que lá deixaste – ou com tudo o que lá perdeste. Não vais voltar porque a luz se apagou, porque aquela chama pequenina cá dentro, de tanto tremer, se apagou. Não vais voltar porque agora o simbolismo das coisas é outro. Não vais porque lá ficou talvez a melhor pessoa do mundo e com ela todas as noites no jardim e todos os beijos e todo um amor que parecia inesgotável.

Este blog foi feito em nome de alguém que sempre o mereceu até ao dia em que não soube explicar porque me deixava quando eu mais precisava dele. Até ao dia em que não soube dizer porque me deixava quando eu mais precisava de alguém. Desde o inicio, era o nome dele nos contornos de todas as dúvidas, de todos os dissabores, de todas as alegrias, que exprimi sempre com tanto medo para que não fossem efémeras. Mas agora tudo isso me morreu nas mãos, sobre as teclas, na distância que me faz detestar Lisboa e a saudade que ela deixou de trazer. Dá vontade de acreditar que todo este blog foi em vão. Os caprichos de uma poesia triste que chorava uma história de amor ainda mais triste. Não me quero lembrar do quanto fui feliz com ele, porque as vezes dou por mim a pensar que fora melhor não o ter conhecido. Não, não... a minha vida não era só ele. A minha vida continua a multiplicar destinos e a tentar existir no meio das outras. Mas a melhor pessoa do mundo cruzou-se comigo e disse que me amava. E depois tornamo-nos amantes incompatíveis sem paciência para a distancia ou para a vulnerabilidade dos destinos que se adiam. Mas, prometo-te, eu um dia hei-de ser feliz outra vez.
Com alguém que me ofereça flores.

07/12/2007

"Para ti, desde sempre,"

Acabou enfim... tu vieste e disseste de tua justiça, que há amores de uma neutralidade tão grande que se anulam indeterminadamente para serem de novo o pó de onde vieram... e hoje, nunca pareceu tão legitimo odiar alguém. E, sabes, tento convencer-me que melhor assim. Para ti, desde sempre.

Vieste e foste,
ignoro se poderás voltar. Ontem, ao partires,
não reparaste que me deixavas menos feliz. Embora
tudo ficasse feito e decidido não sei que incompletude me
abalou – talvez a espera.
Perdi-me absurdamente no caminho e, por momentos,
a luz libidinal do teu pensamento
fugiu de mim. As coisas deixaram
a concretude com que sempre as tinha conhecido.
Sem perspectiva, nem letra.
Ao regressar à terra, não quis escrever no teu caderno.
Arranquei-lhe apenas esta folha. Fui um pobre corpo.
Rasguei-me a mim próprio e quis deitar-me fora.
Por isso te deixo este bilhete.
Vieste e foste.
Não foi por isso que te amei menos.
Em mim, não se realizou a tua conjectura sobre a
ressurreição da carne ________
Reconhecerás tu, neste impulso da visão, uma carta de amor?
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Maria Gabriela Llansol

29/11/2007

Cartas de Coimbra III


Sabes, por mais que diferentes, nada mudou. Nada mudou desde aquela altura em que éramos dois no parapeito de um conhecimento e de uma felicidade que nunca, alguma vez, viriam a ser realmente nossos. Nada mudou desde que eu soube, bem cá dentro, que te amava e que toda a minha tola tristeza era por, um dia, tu ires embora como a mais natural das consequências da vida.
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E nada mudou porque continuo, contudo, a ser sozinha, digas lá tu o que disseres. Sozinha, de um amor impetuoso e obstinado, levando-te o coração nas mãos como dantes, com a diferença de que agora já não em silêncio. Agora com o luxo dos beijos intensos que pretendem compensar as tantas vezes que esperei por ti sem que tu viesses. O luxo das mãos dadas que, apesar de tudo, não consigo trazer quentes. O luxo de uma vida que empurramos prometida mas que hoje, eu sei - nada vai ser como nós quisemos.

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E eu continuo a precisar de mim sozinha, porque tu não me podes entender – não quando eu te digo que penso e sei que a eternidade é demasiado (pouco) para nós dois. E hoje, meu amor, não dói tanto porque também eu vou precisar, um dia, de recuperar a parte de mim que quer ser mais que os homens, e que o amor dos homens, e que as relações dos homens. Também eu vou querer ver o mundo. Também eu vou querer cumprir profecias, roçar utopias com a ponta dos dedo, abraçar o trabalho e esquecer-me de mim. Também eu vou querer seguir com a minha vida, como tu hoje me mandas fazer. E nessa altura, meu amor, talvez me consigas ver de todos os ângulos e não apenas daqueles de que precisas. Talvez consigas harmonizar as palavras com os actos e até mesmo esqueceres-te de ti.

Prometo-te que serei feliz, der lá por onde der…

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Sempre tua,

...