De uma estação ausente: só, contigoJá não sei o que somos. Talvez dois pássaros que se prezam mais a voar do que presos a uma mão que garante apenas um regresso seguro. Já não sei o que somos. Não sei o queremos, o que fazemos de mãos dadas e corações fechados. Não sei o que pretendo de ti, não entendo o que vês em mim. Não sei nada sobre esse Tudo que julgámos os dois que eramos, não sei nada sobre afinal quase tudo. Não sei o que somos quando nos olhamos bem de frente, nem quando nos revemos nos destroços de gente que encontramos a caminho de casa. Quando falamos e sorrimos e eu sou a única que dá, e que acredita, e que perde. Já não sei... Já não sei o que somos quando estamos acordados por motivos tão obvios como a solidão a bater-nos à porta e a entrar sem convite. Já não sei o que somos quando a sinceridade se perde na nossa boca e dizemos verdades inconvenientes. Já não sei o que somos quando ouvimos músicas tão diferentes, quando vivemos vidas tão demasiadamente iguais para se completarem. Quando amamos de forma tão controlada ou destinada... Já não sei o que somos quando penso que o que mais tenho a esconder é o que mais te tenho a dizer. Não sei o que prentendes de mim, não entendo o que vejo em ti. Já não sei o que somos.
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All the promises we break, from the cradle to the grave
When all I want is you.






