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Do you still remember how we used to be,
Feeling together, believe in whatever my love has said to me
Feeling together, believe in whatever my love has said to me
Both of us were dreamers, Young love in the sun,
Felt like my Saviour, my spirit I gave you, We'd only just begun
Às vezes apetece-me apagar a parte da minha vida que já não interessa. Rasgar as fotografias, livrar-me dos manuscritos antigos, queimar as folhas soltas de poemas e de diários. Às vezes apetece-me fixar essa certeza de que não me vou arrepender de põr um ponto final e um traço por cima em tudo aquilo que já re-experimentei vezes sem conta. Apetece-me ter essa determinação, essa coragem, esse agir livre da ameaça de um remorso. Porém, mais que o tudo ou nada que é apagar esses biblôs de memória da minha vida, a questão está em porquê querer faze-lo: porque não prolongar indefinidamente as recordações anexadas em papel? Porque não deixar que as lembranças de papel e de arquivos de Word se acumulem? Porquê apagar, porquê ignorar? Porquê sequer acreditar que, sem esses enfeites de como a vida foi um dia, me hei-de acabar por esquecer?
Na volta, talvez eu não procure uma fase nova sem nada que documente o que fui e como os dias foram outrora. Talvez eu procure precisamente o momento de viragem. O momento em que eu acendo o isqueiro e vejo os rostos, os instantes, o simbolismo do que se foi e já não se é, a derreter, a esfumar-se, a reduzir-se a pó. Talvez o que eu procure seja a intensidade das lágrimas que se emocionam ainda com o crescimento e com a mudança latentes em nós.
Na volta, talvez eu não procure uma fase nova sem nada que documente o que fui e como os dias foram outrora. Talvez eu procure precisamente o momento de viragem. O momento em que eu acendo o isqueiro e vejo os rostos, os instantes, o simbolismo do que se foi e já não se é, a derreter, a esfumar-se, a reduzir-se a pó. Talvez o que eu procure seja a intensidade das lágrimas que se emocionam ainda com o crescimento e com a mudança latentes em nós.








